quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Finep prevê elevar volume de recursos para a Copa
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A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poderá aumentar a destinação de recursos para o programa 14 Bis, que vai aportar R$ 120 milhões na primeira fase para projetos de inovação tecnológica voltada para o setor de esportes. O presidente da Finep, Luís Fernandes, frisou que "certamente" o valor vai ser elevado, mas o volume total que será destinado ao programa dependerá da definição da Câmara Técnica de Comércio e Tecnologia, instalada pela instituição.
Dos R$ 120 milhões da primeira fase, R$ 20 milhões já foram destinados para as propostas aprovadas no âmbito do 14 Bis. Além disso, o edital do programa de subvenção econômica destina outros R$ 80 milhões para projetos de empresas brasileiras para as áreas de segurança, mobilidade e governo eletrônico associados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
A Finep também prevê o lançamento, no ano que vem, de um fundo de venture capital diretamente ligado à área de esporte.
Valor 18/10/2010
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poderá aumentar a destinação de recursos para o programa 14 Bis, que vai aportar R$ 120 milhões na primeira fase para projetos de inovação tecnológica voltada para o setor de esportes. O presidente da Finep, Luís Fernandes, frisou que "certamente" o valor vai ser elevado, mas o volume total que será destinado ao programa dependerá da definição da Câmara Técnica de Comércio e Tecnologia, instalada pela instituição.
Dos R$ 120 milhões da primeira fase, R$ 20 milhões já foram destinados para as propostas aprovadas no âmbito do 14 Bis. Além disso, o edital do programa de subvenção econômica destina outros R$ 80 milhões para projetos de empresas brasileiras para as áreas de segurança, mobilidade e governo eletrônico associados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
A Finep também prevê o lançamento, no ano que vem, de um fundo de venture capital diretamente ligado à área de esporte.
Valor 18/10/2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Copa e Olimpíada vão atrair capital doméstico e externo, avaliam empresários
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Se o pais for capaz de manter uma boa gestão, não faltarão recursos - domésticos ou externos - para bancar os investimentos necessários, avaliam empresários que ontem participaram da solenidade de premiação da campeã e das campeãs setoriais do "Anuário Valor 1000", em São Paulo.
O presidente da BIC Amazônia, Horácio Balseiro, não vê nenhuma restrição de financiamento externo e diz que grupos gigantes de infraestrutura querem hoje é investir no Brasil. "O governo precisa mandar sinal para o mercado de que está aberto para os investimentos privados e que não será o Estado a fazer todos os projetos", ponderou o executivo.
Hudson Calefe, presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), acredita que o país está menos dependente do exterior para financiar grandes projetos de infraestrutura. Na visão do executivo, a Caixa Econômica Federal e o BNDES desenvolveram musculatura necessária para fomentar as demandas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. "O Brasil está rigorosamente preparado com os financiamentos internos, não acho que haja necessidade nenhuma de recorrer a fontes estrangeiras, embora seja uma ajuda bem-vinda."
A vice-presidente de finanças da Vivo, Cristiane Barreto, tem visão um pouco diferente. Para ela, o Brasil deve captar mais recursos para investimentos de infraestrutura. "Muitas empresas do país e o governo têm estrutura que permite essa captação. Além disso, os bancos de fomento têm muito interesse em trazer recursos para o Brasil. O Brasil é hoje um dos países que têm maior potencial de crescimento entre os emergentes e já possui uma infraestrutura organizada. O país certamente tem condições de captar esses recursos", disse.
Walter Schalka, presidente da Votorantim Cimentos, empresa premiada na categoria materiais de construção, afirmou que, independentemente da origem do capital, "o mais importante são os sinais positivos que indicam que o Brasil terá recursos privados e públicos suficientes para atender à demanda por investimentos em infraestrutura do país, em especial na melhoria de portos, aeroportos, rodovias, transporte urbano, saneamento, energia e moradia". O desafio, ressaltou ele, será aprimorar a gestão dos recursos disponíveis e ter capacidade administrativa para transformar projetos em obras, ideias em realização, com velocidade, custo e qualidade.
Na avaliação de Gilberto Colombo, da usina de mesmo nome, a economia brasileira transmite confiança ao mundo. Por isso, ele não acredita que haverá resistência dos investidores em financiar obras de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento do país. A avaliação é partilhada por Francisco Schmitt, diretor de relações com investidores da Grendene. "Não vejo escassez de recursos internacionais, pelo contrário, vejo muita liquidez à procura de bons ativos. Se o país se mantiver um destino confiável de investimentos não creio que tenha problemas em obter recursos", disse.
Para Denise Soares dos Santos, presidente do Hospital São Luiz, o Brasil é hoje a nona maior economia do mundo e tem se destacado internacionalmente, principalmente pela estabilidade na área econômica e pelo crescente potencial de consumo interno. "Apesar da situação favorável, o país ainda enfrenta obstáculos e um deles refere-se à infraestrutura. Tanto a iniciativa privada quanto a esfera pública enfrentam problemas com transportes e distribuição, custos e tributos, legislação e regulamentação, falta de mão de obra, entre outros. É evidente que esse gap precisa ser enfrentado com atenção pelo próximo governo", observou.
De acordo com Rômulo Dias, presidente da Cielo, o capital estrangeiro deve financiar as futuras obras de infraestrutura no Brasil. "De alguma forma, o Brasil vai ter de se financiar. Acho provável a vinda dos estrangeiros, tanto por meio do financiamento via dívida quanto pelo próprio capital."
Para Paulo Godoy, presidente da Alusa (sócia da EATE) e também presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura (Abdib), o Brasil precisará por ano de R$ 170 bilhões para financiar os projetos de infraestrutura. Para atrair investidores externos, acredita que o país precisa fazer uma reforma do aparelho do Estado. "Os projetos de infraestrutura lidam com diversos órgãos seja de licenciamento ambiental, patrimônio histórico, que cuidam dos direitos dos índios e é preciso que se melhore a gestão deste aparelho para que os projetos sigam", acredita Godoy. Para atrair capital externo e aumentar a poupança do país, defende um pacote de estímulo ao mercado secundário de títulos.
valor 31.8.10
A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio são uma oportunidade para o Brasil país corrigir defasagens na área de infraestrutura.
Se o pais for capaz de manter uma boa gestão, não faltarão recursos - domésticos ou externos - para bancar os investimentos necessários, avaliam empresários que ontem participaram da solenidade de premiação da campeã e das campeãs setoriais do "Anuário Valor 1000", em São Paulo.
O presidente da BIC Amazônia, Horácio Balseiro, não vê nenhuma restrição de financiamento externo e diz que grupos gigantes de infraestrutura querem hoje é investir no Brasil. "O governo precisa mandar sinal para o mercado de que está aberto para os investimentos privados e que não será o Estado a fazer todos os projetos", ponderou o executivo.
Hudson Calefe, presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), acredita que o país está menos dependente do exterior para financiar grandes projetos de infraestrutura. Na visão do executivo, a Caixa Econômica Federal e o BNDES desenvolveram musculatura necessária para fomentar as demandas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. "O Brasil está rigorosamente preparado com os financiamentos internos, não acho que haja necessidade nenhuma de recorrer a fontes estrangeiras, embora seja uma ajuda bem-vinda."
A vice-presidente de finanças da Vivo, Cristiane Barreto, tem visão um pouco diferente. Para ela, o Brasil deve captar mais recursos para investimentos de infraestrutura. "Muitas empresas do país e o governo têm estrutura que permite essa captação. Além disso, os bancos de fomento têm muito interesse em trazer recursos para o Brasil. O Brasil é hoje um dos países que têm maior potencial de crescimento entre os emergentes e já possui uma infraestrutura organizada. O país certamente tem condições de captar esses recursos", disse.
Walter Schalka, presidente da Votorantim Cimentos, empresa premiada na categoria materiais de construção, afirmou que, independentemente da origem do capital, "o mais importante são os sinais positivos que indicam que o Brasil terá recursos privados e públicos suficientes para atender à demanda por investimentos em infraestrutura do país, em especial na melhoria de portos, aeroportos, rodovias, transporte urbano, saneamento, energia e moradia". O desafio, ressaltou ele, será aprimorar a gestão dos recursos disponíveis e ter capacidade administrativa para transformar projetos em obras, ideias em realização, com velocidade, custo e qualidade.
Na avaliação de Gilberto Colombo, da usina de mesmo nome, a economia brasileira transmite confiança ao mundo. Por isso, ele não acredita que haverá resistência dos investidores em financiar obras de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento do país. A avaliação é partilhada por Francisco Schmitt, diretor de relações com investidores da Grendene. "Não vejo escassez de recursos internacionais, pelo contrário, vejo muita liquidez à procura de bons ativos. Se o país se mantiver um destino confiável de investimentos não creio que tenha problemas em obter recursos", disse.
Para Denise Soares dos Santos, presidente do Hospital São Luiz, o Brasil é hoje a nona maior economia do mundo e tem se destacado internacionalmente, principalmente pela estabilidade na área econômica e pelo crescente potencial de consumo interno. "Apesar da situação favorável, o país ainda enfrenta obstáculos e um deles refere-se à infraestrutura. Tanto a iniciativa privada quanto a esfera pública enfrentam problemas com transportes e distribuição, custos e tributos, legislação e regulamentação, falta de mão de obra, entre outros. É evidente que esse gap precisa ser enfrentado com atenção pelo próximo governo", observou.
De acordo com Rômulo Dias, presidente da Cielo, o capital estrangeiro deve financiar as futuras obras de infraestrutura no Brasil. "De alguma forma, o Brasil vai ter de se financiar. Acho provável a vinda dos estrangeiros, tanto por meio do financiamento via dívida quanto pelo próprio capital."
Para Paulo Godoy, presidente da Alusa (sócia da EATE) e também presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura (Abdib), o Brasil precisará por ano de R$ 170 bilhões para financiar os projetos de infraestrutura. Para atrair investidores externos, acredita que o país precisa fazer uma reforma do aparelho do Estado. "Os projetos de infraestrutura lidam com diversos órgãos seja de licenciamento ambiental, patrimônio histórico, que cuidam dos direitos dos índios e é preciso que se melhore a gestão deste aparelho para que os projetos sigam", acredita Godoy. Para atrair capital externo e aumentar a poupança do país, defende um pacote de estímulo ao mercado secundário de títulos.
valor 31.8.10
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Como as empresas devem planejar-se para faturar com a Copa?
Como as empresas devem planejar-se para faturar com a Copa? Para consultores e especialistas do mercado, toda a preparação pré-Copa começa com um bom planejamento. "Os empresários devem identificar os produtos e serviços que serão mais demandados e saber quem são os clientes potenciais", ensina José Carlos Pinto, sócio da consultoria Ernst&Young. "Possíveis alianças e parcerias com empresas estrangeiras que já têm experiência em outras copas podem ser um diferencial importante."
Segundo Rodrigo Teles, diretor do Instituto Endeavor, com base no histórico dos campeonatos realizados em outros países, os empreendedores podem mapear os investimentos necessários para aproveitar melhor o evento. "Já sabemos quais serão as 12 cidades-sede e onde estará grande parte das oportunidades", lembra. "Desenvolver uma rede de relacionamentos nessas cidades será fundamental para gerar bons negócios."
De acordo com o estudo Brasil Sustentável-Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, as cidades-sede serão alvo de iniciativas de infraestrutura, com investimentos de R$ 14,5 bilhões. Somente na reurbanização dos locais com maior movimentação de turistas e no entorno dos estádios, os gastos são estimados em R$ 2,8 bilhões.
Dentro da empresa, do ponto de vista organizacional, a dica dos especialistas é estar com "a casa em ordem". "Mantenha um bom sistema de gestão, métricas de desempenho e transparência nos demonstrativos financeiros", diz Teles. "Isso dará confiança a um parceiro ou cliente na hora de fechar negócio ou para buscar financiamentos externos para novos investimentos."
Para o consultor Lucas Copelli, na etapa de preparação para a Copa, que vai até 2013, as oportunidades para as pequenas e médias empresas estarão relacionadas com o planejamento de obras realizadas pelo governo, pela Fifa e iniciativa privada nos locais dos jogos. "É quando acontecem as maiores obras de infraestrutura, urbanização e mobilidade urbana, construção de estádios e ampliação da rede hoteleira, que têm impacto positivo nos negócios de construção civil, tecnologia da informação, segurança, limpeza, alimentação e transportes", detalha. "As empresas de propaganda, relações públicas, webdesign e consultorias também se beneficiarão na preparação das campanhas para o ano da Copa."
No Grupo Máquina PR, da área de relações públicas e assessoria de imprensa, a estimativa é incrementar os negócios em cerca de 40%, por conta do mundial. A empresa fatura R$ 35 milhões por ano. "A previsão é investir de R$ 1,2 a R$ 2 milhões, em quatro anos, no crescimento da infraestrutura, marketing, ampliação de equipes e de capital", revela Maristela Mafei, sócia fundadora da empresa de 238 funcionários, com 15 anos de mercado. (Valor - J.S.)
Segundo Rodrigo Teles, diretor do Instituto Endeavor, com base no histórico dos campeonatos realizados em outros países, os empreendedores podem mapear os investimentos necessários para aproveitar melhor o evento. "Já sabemos quais serão as 12 cidades-sede e onde estará grande parte das oportunidades", lembra. "Desenvolver uma rede de relacionamentos nessas cidades será fundamental para gerar bons negócios."
De acordo com o estudo Brasil Sustentável-Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, as cidades-sede serão alvo de iniciativas de infraestrutura, com investimentos de R$ 14,5 bilhões. Somente na reurbanização dos locais com maior movimentação de turistas e no entorno dos estádios, os gastos são estimados em R$ 2,8 bilhões.
Dentro da empresa, do ponto de vista organizacional, a dica dos especialistas é estar com "a casa em ordem". "Mantenha um bom sistema de gestão, métricas de desempenho e transparência nos demonstrativos financeiros", diz Teles. "Isso dará confiança a um parceiro ou cliente na hora de fechar negócio ou para buscar financiamentos externos para novos investimentos."
Para o consultor Lucas Copelli, na etapa de preparação para a Copa, que vai até 2013, as oportunidades para as pequenas e médias empresas estarão relacionadas com o planejamento de obras realizadas pelo governo, pela Fifa e iniciativa privada nos locais dos jogos. "É quando acontecem as maiores obras de infraestrutura, urbanização e mobilidade urbana, construção de estádios e ampliação da rede hoteleira, que têm impacto positivo nos negócios de construção civil, tecnologia da informação, segurança, limpeza, alimentação e transportes", detalha. "As empresas de propaganda, relações públicas, webdesign e consultorias também se beneficiarão na preparação das campanhas para o ano da Copa."
No Grupo Máquina PR, da área de relações públicas e assessoria de imprensa, a estimativa é incrementar os negócios em cerca de 40%, por conta do mundial. A empresa fatura R$ 35 milhões por ano. "A previsão é investir de R$ 1,2 a R$ 2 milhões, em quatro anos, no crescimento da infraestrutura, marketing, ampliação de equipes e de capital", revela Maristela Mafei, sócia fundadora da empresa de 238 funcionários, com 15 anos de mercado. (Valor - J.S.)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
BNDES aprova os dois primeiros financiamentos para hotéis da Copa de 2014
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O Hotel Glória, do Grupo EBX, receberá R$ 146,5 milhões, enquanto o Ibis que será erguido em Copacabana ficará com outros R$ 11,6 milhões.
Os dois empreendimentos fazem parte dos R$ 709,4 milhões em projetos que chegaram ao banco para pleitear recursos do Procopa Turismo, que conta com um total de R$ 1,2 bilhão em investimentos ao setor hoteleiro.
Os recursos para a reforma do Hotel Glória irão para a Companhia Industrial de Grandes Hotéis, empresa da EBX. O total do investimento na obra é de R$ 260 milhões e a previsão é de que a obra esteja pronta no início de 2012.
A Galvan Engenharia receberá o dinheiro do banco para erguer o Ibis em Copacabana, com 122 quartos e orçamento total de R$ 25 milhões, sendo que o BNDES terá participação de 100% no item máquinas e equipamentos e 80,7% nos demais itens financiáveis. A expectativa é de que o hotel esteja pronto em um ano.
O superintendente da área industrial do BNDES, Júlio Ramundo, disse que as demais consultas ao Procopa Turismo indicam demanda de construção ou reforma de mais de 30 hotéis.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou os dois primeiros financiamentos do Procopa Turismo, programa de estímulo à ampliação e modernização da rede hoteleira nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016
O Hotel Glória, do Grupo EBX, receberá R$ 146,5 milhões, enquanto o Ibis que será erguido em Copacabana ficará com outros R$ 11,6 milhões.
Os dois empreendimentos fazem parte dos R$ 709,4 milhões em projetos que chegaram ao banco para pleitear recursos do Procopa Turismo, que conta com um total de R$ 1,2 bilhão em investimentos ao setor hoteleiro.
Os recursos para a reforma do Hotel Glória irão para a Companhia Industrial de Grandes Hotéis, empresa da EBX. O total do investimento na obra é de R$ 260 milhões e a previsão é de que a obra esteja pronta no início de 2012.
A Galvan Engenharia receberá o dinheiro do banco para erguer o Ibis em Copacabana, com 122 quartos e orçamento total de R$ 25 milhões, sendo que o BNDES terá participação de 100% no item máquinas e equipamentos e 80,7% nos demais itens financiáveis. A expectativa é de que o hotel esteja pronto em um ano.
O superintendente da área industrial do BNDES, Júlio Ramundo, disse que as demais consultas ao Procopa Turismo indicam demanda de construção ou reforma de mais de 30 hotéis.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Pequenos procuram espaço na Copa
As pequenas e médias empresas de elevadores se uniram para tentar buscar um espaço nas obras de infraestrutura e modernização que o país terá por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
O Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Sindicesp) estima que sejam gastos pelo menos R$ 200 milhões em equipamentos, como elevadores, esteiras e escadas rolantes em aeroportos, estádios e estações de trem e metrô.
O Sindicesp, que representa cerca de 400 empresas - a maioria na área de manutenção -, pretende se reunir com o Ministério dos Esportes para apresentar as indústrias nacionais do setor. "Nosso objetivo é que pelo menos 30% do que for gasto, seja destinado à indústria nacional", afirma Max Santos, diretor executivo do Sindicato. "O nosso mercado deve dobrar com a Copa do Mundo e Olimpíadas", completa. O Sindicato já esteve com a secretaria de Políticas Públicas de Emprego para discutir qualificação de mão de obra.
Valor 06.7.10
Estudo publicado ontem pela FGV e Ernest Young estima que o impacto direto da realização da Copa no Brasil sobre a construção será de R$ 6,91 bilhões, incrementando o PIB setorial em 5,63%.
O Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Sindicesp) estima que sejam gastos pelo menos R$ 200 milhões em equipamentos, como elevadores, esteiras e escadas rolantes em aeroportos, estádios e estações de trem e metrô.
O Sindicesp, que representa cerca de 400 empresas - a maioria na área de manutenção -, pretende se reunir com o Ministério dos Esportes para apresentar as indústrias nacionais do setor. "Nosso objetivo é que pelo menos 30% do que for gasto, seja destinado à indústria nacional", afirma Max Santos, diretor executivo do Sindicato. "O nosso mercado deve dobrar com a Copa do Mundo e Olimpíadas", completa. O Sindicato já esteve com a secretaria de Políticas Públicas de Emprego para discutir qualificação de mão de obra.
Valor 06.7.10
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Copa de 2014 deve injetar US$ 142 bi, diz estudo
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Desse total, R$ 22,4 bilhões serão investimentos diretos para garantir a infraestrutura e a organização necessárias para o evento. Ainda serão gastos mais R$ 7 bilhões com despesas operacionais e de visitantes. Outros R$ 112,79 bilhões deverão ser gerados indiretamente por diversos setores da economia. Foram analisados 55 subsetores analisados entre indústria, comércio, serviços e construção civil. O "efeito Copa" será especialmente sentido na indústria e no mercado de trabalho.
De acordo com o estudo, que avaliou os subsetores por meio do Produto Interno Bruto (PIB) de cada segmento, os fabricantes de eletrodomésticos terão um incremento em seu PIB da ordem de 10,2% entre este ano e 2014. Também passarão por alta forte setores tradicionais do parque industrial brasileiro, como o têxtil, calçadista, autopeças e móveis.
Para Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, a associação do setor têxtil, o período que se inicia após o término da atual Copa na África do Sul é "das maiores oportunidades para desenvolver a indústria e a economia como um todo". O país possui baixos índices de consumo de fibras, cerca de 12 quilos por habitante a cada ano. Nos países europeus o consumo anual é de 28 quilos, enquanto nos Estados Unidos atinge 40 quilos. "Para a Copa vamos vender muito tecido esportivo e tecnológico, então precisamos estar preparados", diz.
Dos investimentos que serão realizados, será o setor de mídia - centros de informação internacional e anúncios em jornais e revistas - que receberá o maior aporte: R$ 6,5 bilhões. Esse valor supera os gastos que serão necessários para deixar os estádios das 12 cidades-sede aptos a receberem partidas e também a capacitação do parque hoteleiro.
Segundo José Carlos Pinto, chefe da assessoria de riscos da Ernst & Young, o setor de turismo será "importantíssimo" durante a Copa. O estudo prevê que o número de turistas estrangeiros vai alcançar 7,4 milhões de pessoas em 2014 - um salto de 64,4% frente ao registrado em 2009. A expectativa é que a receita do setor salte dos US$ 5,31 bilhões registrados em 2009 para US$ 8,73 bilhões em 2014.
Além disso, o estudo avalia que o Brasil pode realizar a primeira "Copa verde" da história. Se cumpridos os requisitos de captura de carbono, descarte de resíduos e consumo de água, a Copa poderá ser um "benchmark internacional no que se refere à questão ambiental", diz Pinto.
Valor 24.6.10
A Copa do Mundo de futebol de 2014, que será realizada no Brasil, deverá provocar um efeito dominó capaz de quintuplicar os investimentos a serem feitos no país.Segundo estudo elaborado pela consultoria Ernst & Young e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), serão injetados R$ 142,39 bilhões adicionais na economia brasileira nos próximos quatro anos para fazer frente às demandas de sediar uma Copa do Mundo.
Desse total, R$ 22,4 bilhões serão investimentos diretos para garantir a infraestrutura e a organização necessárias para o evento. Ainda serão gastos mais R$ 7 bilhões com despesas operacionais e de visitantes. Outros R$ 112,79 bilhões deverão ser gerados indiretamente por diversos setores da economia. Foram analisados 55 subsetores analisados entre indústria, comércio, serviços e construção civil. O "efeito Copa" será especialmente sentido na indústria e no mercado de trabalho.
De acordo com o estudo, que avaliou os subsetores por meio do Produto Interno Bruto (PIB) de cada segmento, os fabricantes de eletrodomésticos terão um incremento em seu PIB da ordem de 10,2% entre este ano e 2014. Também passarão por alta forte setores tradicionais do parque industrial brasileiro, como o têxtil, calçadista, autopeças e móveis.
Para Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, a associação do setor têxtil, o período que se inicia após o término da atual Copa na África do Sul é "das maiores oportunidades para desenvolver a indústria e a economia como um todo". O país possui baixos índices de consumo de fibras, cerca de 12 quilos por habitante a cada ano. Nos países europeus o consumo anual é de 28 quilos, enquanto nos Estados Unidos atinge 40 quilos. "Para a Copa vamos vender muito tecido esportivo e tecnológico, então precisamos estar preparados", diz.
Dos investimentos que serão realizados, será o setor de mídia - centros de informação internacional e anúncios em jornais e revistas - que receberá o maior aporte: R$ 6,5 bilhões. Esse valor supera os gastos que serão necessários para deixar os estádios das 12 cidades-sede aptos a receberem partidas e também a capacitação do parque hoteleiro.
Segundo José Carlos Pinto, chefe da assessoria de riscos da Ernst & Young, o setor de turismo será "importantíssimo" durante a Copa. O estudo prevê que o número de turistas estrangeiros vai alcançar 7,4 milhões de pessoas em 2014 - um salto de 64,4% frente ao registrado em 2009. A expectativa é que a receita do setor salte dos US$ 5,31 bilhões registrados em 2009 para US$ 8,73 bilhões em 2014.
Além disso, o estudo avalia que o Brasil pode realizar a primeira "Copa verde" da história. Se cumpridos os requisitos de captura de carbono, descarte de resíduos e consumo de água, a Copa poderá ser um "benchmark internacional no que se refere à questão ambiental", diz Pinto.
Valor 24.6.10
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